quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma proposta ecológica

               A Ilha do Futuro  é um lugar encantador. Visitá-lo  é como adentrar  um outro mundo sutil, quase mágico. Um passo a frente na busca da qualidade de vida.
               A  mata  é um enorme  tapete verde que se estende homenageando a nossa visão com uma paisagem bela e harmoniosa, de se mirar infinitamente.
               Uma pequena caminhada através de uma  trilha e eis a cachoeira. É  um chuá chuá gostoso e macio como se viesse de uma caixa de ressonância acolchoada. É que a mata se fecha  ao redor e acima da cachoeira formando uma cúpula. Quase um altar. A água cristalina forma um lindo espelho verde. Um amigo mais poético chamou a bacia sob a queda d'água de Lagoa Esmeralda. Todo mundo deu razão...
               A Ilha do Futuro  também tem uma história. E que história. Nasceu  do sonho de um homem de visão. Theo Mendes questiona profundamente nossos vícios culturais, que exercem sobre o meio ambiente uma  ação  predatória e violenta.
                Foram muitos anos de vivência e trabalho para passar das idéias à prática. Finalmente vieram  à luz  os chalés da Ilha do Futuro. Nasceram  suavemente  sem brigar com a  paisagem. São construções  pequenas e simples que também são bonitas, confortáveis  e eficazes.
                A Ilha do Futuro é uma síntese  de proposta ecológica  e espiritual  fundamentada  no respeito à natureza e na fraternidade  entre as pessoas. Ou melhor,  da compreensão  de que   um  não existe sem o outro. Percepção  de que um planeta e sua  humanidade  coexistem  num  propósito  maior  e mais abrangente. Ou seja,  humanidade  e planeta  não estão  jogados  ao acaso; são regidos por leis  cósmicas  que os une  com finalidades evolutivas.
                 Para ficar mais legal ainda tem a alimentação  vegetariana  super gostosa. Reúna a tchurma para passeios, cursos, dinâmicas  e o que mais  quiser. Vale a pena.
                 Amei ahttp://www.ilhadofuturo.com.br/.

An ecological proposal

                                                                    Ilha do Futuro

       Ilha do Futuro is a lovely  place . Visit it is like entering another  subtle, almost magical world.A step forward in the pursuit of quality  of life. The forest  is a vast  green  carpet  that  extends honoring our vision  with a beautiful and harmonius  landscape.
       A short  walk  through a trail  and  we can  meet  the waterfall. It makes a nice and soft noise  as if from  a sounding board.The forest closes around and above  the waterfall  forming  a dome. The crystaline water as a green mirror. A poetic friend call it  Emerald Lake.Everyone  thinks  he's  right. Ilha do Futuro also has a history.It was born in the dreams of  a visionary man.Theo Mendes question  deeply  our cultural  addictions  wich  destroy  the  environment  with  a   violent  and  predatory action.
        Theo needed  a  hard  work over the years  to build  the chalets. These are small and simple building,comfortable  and effective.
A Ilha do futuro is a synthesis of  ecological  and spiritual  proposed based on  respect  for nature and brotherhood among people.Rather, the realization  that one  does not exist  without  other. Humanity  and  planet  are not  together  by chance. They are governed  by cosmic laws  that unites them  in evolutionary purposes.
         And more. Cool super  tasty vegetarian food!
         Good to call  friends  and family  for  tours, courses, workshops, and more we want.
         It's worth.

sábado, 11 de junho de 2011

Todo o apoio aos soldados do fogo

     O Corpo de bombeiros do Rio de Janeiro está em campanha  salarial. Há muita confusão em torno de suas reivindicações. Os soldados  contam  que não foram  recebidos  pelo  Quartel  Central. As autoridades alegam vandalismo como motivo para terem efetuado algumas  prisões. O ato de vandalismo teria  como  resultado um portão arrombado. Agora a reivindicação é dupla: liberdade para os presos e aumento de salários.
      Com frequencia ouvimos as  sirenes do corpo de bombeiros  gritando  rua  afora. Saiam da frente porque eles têm pressa. Precisam  chegar logo porque a situação é de emergência. Com certeza,  envolve muito sofrimento. Um sofrimento físico,  daqueles  que não  podem esperar.
      A causa do chamado  pode ter sido um acidente automobilístico e nesse caso pode haver  pessoas  presas nas ferragens, ossos quebrados, asfixiamentos. Enfim, quase  sempre  se  dirigem  aos  locais  de  dor  ou  desespero.  Lá no  local, no mais das vezes uma  confusão medonha. Os  feridos  precisando  de  socorro  e os que estão em volta,  desnorteados,  sem saber o que fazer. Vítimas,  parentes, amigos, passantes num alvoroço de fazer  dó. A sirene é tudo  o que eles querem ouvir. É a esperança  de que  as providências  chegarão a tempo. De que a dor passe. Que se feridos houve, não haverá mortes nem sequelas.
      Embora a gente saiba  que os bombeiros  não podem fazer milagres e que muitas vezes mais nada poderá ser feito,  tendemos a nos agarrar a esta ajuda que no momento  é tudo o que se tem. E dentro do que é possível, eles fazem muito.Quantas pessoas não foram salvas da morte ou de sequelas graves?
      Vão chegando  rapidamente  e agindo com presteza. Resgatando, posicionando na maca,  levando para o hospital. Nem sempre  dispõem  dos  recursos mais modernos,  avançados  ou  eficazes. Trabalhando com  equipamentos até mesmo defasados, têm dado conta de suas tarefas muito bem. Às vezes até com atos de bravura. Não se deixando  intimidar pelo perigo adentram  casas  que  estão  sendo  devoradas  pelas chamas  e trazem nos braços  pessoas  e  animais  sãos e salvos.  Todos  conhecem  estes momentos  em que somos tomados  de emoção e um sentimento gratificante nos invade a alma. Mais uma vida foi salva.
       Os famigerados desabamentos nas favelas parecem não ter fim. Como  falta políticas de moradia,  as  encostas vão sendo  ocupadas  por  construções  irregulares. Basta  uma  chuva forte para  deslanchar  a  tragédia. E lá estão  eles,  subindo pelos  barrancos,  cavando,  entrando chão adentro para fazerem os  resgates. E a cena se repete. Afloram das  escavações trazendo pessoas  que  milagrosamente, escaparam  do choque do desabamento.São  paridos pela terra num novo nascimento e amparados  por mãos  prestimosas.
         Há muitas  décadas o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro presta serviços inestimáveis. Se inúmeras vezes são eles que nos valem  em ocasiões  de desespero,  nada mais justo  do que apoiar sua  causa por melhores  salários. Parece que o salário do CBRJ perdeu  muito do seu poder  aquisitivo nos últimos anos. Não é cabível salários tão baixos para profissão  que  envolve tanto risco. Se  a  propalada simpatia do povo pelos bombeiros é real, não entendo porque estamos tão quietos. É possível que as lideranças do movimento não tenham  conseguido articular um apelo à  população, para um ato público. Quanto a nós, creio que não podemos  deixar de levar nossa solidariedade  àqueles  que  solidarizam-se conosco  nos momentos em que não contamos com mais ninguém.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O moleque da bola

Correndo no campo
de braços abertos
para a vida
para a bola
asas de alegria
sabugo de Silva
acelerando nas curvas
perninhas frágeis
e fortes para crescer
golpear o mundo
com os joelhos
com os artelhos

Ele vai como um ponto
uma ponta de lápis
azul, amarelo
camisa grande
escorrida no
corpinho magro
boneco de trapos
anjo colorido
de matéria de gente
que faz pular o coração
como um pingente
no abalo do trem
interrogação pequena
num campo tão grande
pergunta viva
pra todos nós

Menino pé-de-vento
todo movimento
todo alegria
que leva a bola
lá e cá
joga os braços
leves como bola
no sonho
de garoto levado
ele é o chute
ele é a bola
a bola é irmã dele
ele é irmão dela
ele é a bolaa bola é ele
lá vai ele
levando ela no pé
que vai levando ele
num sorriso
num sussurro
num salto
travesso
incerto
vivaz
fugaz
moleque

The boy of the ball

Running in the field
with opens arms
for the life
with open arms
to the ball
wings of joy
cob of Silva
accelerating  in curves
small weak legs
and strong to grow
encompass the world
with knees
with  toes

He goes like
a point
tip of pencil
blue, yellow
big shirt  blowed
against the small
and slin body
rag doll
colorful  angel
maide from
matter of people
that makes the heart jump
as a pendant
in the shaking of a train
small question
in a so big field
question alive for
all  of us

wind boy
whole movement
whole joy
which  runs the ball
here and there
throws his arms
light as a ball
in the dream
of  naughty boy
he is the shot
he is the ball
the ball is his sister
he is her brother
he is the ball
the ball is he
there he goes
taking her  in his foot
that takes him  away
in a smile
in a  whisper
in a jump
mischievous
uncertain
fleeting

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Umbanda querida

               Lembro-me     bem  daquele  dia  distante  lá  na  Ilha  do  Governador.  Eu tinha mais ou menos 13 anos,  mas  o evento  está  muito  vivo  na minha  lembrança. Os adultos resolveram  levar  a  criançada à praia. Lá chegando, deparamo-nos  com  um  ritual  de  Umbanda. Fiquei  hipnotizada  olhando  uma médium  que  fazia  um  transe  de  Iemanjá. Quedei  muito  admirada  diante  daquela pessoa  fora de si,  mas não desgovernada;  ao  contrário, dançando  e  gesticulando  movimentada  por  uma  força  que  parecia   maior  do que  ela.  Eu  ali num  encantamento  só. Tudo magicamente  sedutor. A música, as roupas brancas, a  energia  que  pairava   sobre  os  médiuns  em   transe, o ritmo  dos  atabaques.
               Bem  verdade  que  a  minha  volta  ninguém  parecia  perceber  nada  disso.  Até  onde  entendi, o  ritual  não  foi  significativo  para   mais  ninguém.  Os  adultos  compenetrados  em  distribuir  pão com mortadela  e   impedir  que  a  garotada  aprontasse..
               Mais  para  o final da  tarde tanto o ritual quanto o nosso  passeio  acabaram. voltei para casa com aquelas imagens  na retina. Décadas depois a visão das pessoas dançando ainda povoavam minha imaginação. Até procurei em alguns  terreiros  a magia  daquele  antigo ritual.  Porém, não tive muito êxito. As experiências  não  foram  positivas. Eu  continuava  encantada com os Orixás  e  sabia  que  o som  dos atabaques era muito conhecido da minha alma,  mas  não  fiz  nada  acontecer. Hoje  compreendo  que não confiei  no  meu  coração (andava muito atrasada  na arte de seguir esta bússola).Os anos foram  passando  e eu já havia  desistido  dos  Orixás,  quando  a   mão  do acaso,  num  gesto  de generosidade  levou-me  até  a   "Cabana do Pai Miguel das Almas."
               A  Cabana do Pai Miguel  é um  templo  pequeno  e  simples  na  Zona  Oeste do Rio de Janeiro. É  um  lugar onde todos,  não  sendo  de  maneira  nenhuma  perfeitos,  procuram  fazer seu  melhor.  O  astral  é  maravilhoso  e todos  que  o  visitam  se  sentem  muito  bem  lá.  Hoje,  agradeço a  Deus  por ter conhecido  esta  casa. Depois de muito esperar,  finalmente  posso  participar  de  rituais  belos  e  profundos  e viver  momentos  de  preciosa   comunhão  espiritual.  As  palavras  parecem   falhar  quando se trata de  expressar  a  força   e   amplitude  das  experiências  transcendentais.   Só     quando         nos
permitimos  sentir  e  participar,  compreendemos  a  grandeza   de   um   ritual. Os atabaques  chamam  os  Orixás,  os  cânticos  sucedem-se.  Podemos  manifestar  livremente o que somos,   produtos  de  três   raças  no  Brasil,  criaturas  cósmicas  experienciando  no  planeta  terra. Na paz do nosso templo  podemos  realizar   o que  as  estruturas  mantenedoras  do Status Quo,  tanto  reprimem  e  negam  aos que  cultuam   os  Orixás: Simplesmente SER.
              Seguimos  enlevados  nesta  aliança   que   promove  não só  o  resgate  de   nossa  história  coletiva, como  também   o  encontro com  nossa   história  individual.  São muitos   momentos   de  convivência  prazerosa  com  nossas  entidades.  Seus  conselhos   e  abraços  têm  sido   consolo  e  orientação  para  seguirmos  a  jornada  terrena. Além dos  Orixás; pretos velhos, caboclos,  exus catiços, ciganos. Amigos  que  sob  estas  identidades  astrais,  se  aproximam   aqui  desta  dimensão  para  nos  dispensar  amor  e  carinho.
             Acredito que todos os irmãos de fé  sentem  parecido. Nossa vida  não  seria  a  mesma  sem  a companhia  de nossos  guias. São  mestres,  irmãos  mais  experientes ou  mesmo companheiros  de  aprendizado predispostos a  ajudar, e que  assim  o  fazem   dedicada   e  calorosamente. Que a Suprema   Divindade  Pai-Mãe, Orixás Sagrados e  entidades  estejam  conosco  emanando   as  melhores  vibrações. É muito bom  contar com eles  que estão sempre  intencionando  e  torcendo  para  o  nosso sucesso.
             Saravá Umbanda!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dear Umbanda

     I remember  very well   that distant  day on Governador Beach. I was about  thirteen  years old, but this day is very  alive  in my  memory. Adults  decided  to take  the  kids  to the beach. Arriving there, we are faced  with a ritual of  Umbanda.
     I was mesmerized  watching  a medium  in Iemanjá' s  trance. I became very admired in face of that person  out of  himself,  but not  ungoverned;  rather, dancing  and  gesticulating  moved by a force  that  seemed  beyond   her. I just  lay there  in a spell. Everything  magically  seductive. The music,  white  clothes,  the energy that hovered  over the mediuns in trance,  the drums's  rhythm . Quite true around me nobody  seemed  to notice  none of this. The ritual  was not  significant  to anyone  else. Adults were  penetrate  in distributing   bologna  sandwiches  and  prevent  the  kids make a mess.
     By late afternoon both  the ritual just as our tour ended. I went  back home  with  those images on the retina. Decades later  the sight of people dancing still  continue in my imagination. I  had  even look for the magic of  this old ritual in many  "Orishas houses",  but I had no success. I was still delighted  with  the Orishas and  knew  the sound of  drums  was  well  known  for   my  soul, but I did  nothing.  Today I realize  that I  did not trust  in my heart.
     The years passed and I had already  dropped out of the  Orishas when chance  brought me to the  "Cabana do  Pai  Miguel das Almas". This is a small and simple temple in western of  Rio de Janeiro. It is a place where  everyone is not perfect  in any way, but all seek  to do their best. After a long wait , finally  I  can participate in rituals  beautiful  and  profound. Words  seem  to  fail  when  it  comes  to   expressing  the  force  of  transcendent  experience. The drums call  the Orishas,  the songs  follow  one  another.  We can freely express what we are. Product of  three  races in  Brasil,  cosmic creatures  experiencing  on planet earth. In the peace of   our  temple  we  realize what  the Status  Quo denies  those  who  worship the Orishas: just be.
     In addition  to the Orishas, Pretos Velhos, Caboclos,  Exus Catiços, Ciganos. Friends who approach  here  this  dimension  to give us  love  and affection.
     We ask to the  Supreme Deith Father/Mother,  sacred  Orishas  and  entities  be with us  emanating  the best  vribations.
      Saravá  Umbanda!